
Bom dia a todos!
Essa é minha primeira participação no Blog da Jurujuba. É um imenso prazer e um desafio pessoal colocar toda semana uma matéria de cunho cultural, uma poesia, uma dica de música ou alguma matéria engraçada que porventura eu tome conhecimento. Antes de colocar a primeira matéria quero desejar a todos os funcionários e principalmente aos proprietários da Jurujuba, meu queridos amigos Bruno ( Muleke) e Matheus ( Fathias, Mathias, Lucas Lima, Baixinho, entre outros) um enorme sucesso nessa nova fase da empresa e que a luz da inspiração apareça constantemente por esse estabelecimento que ficou realmente muito bem ornamentado pela arquiteta Didi ( não é a da Poltrona, psit!!). A harmonia da equipe Jurujuba é evidente e, tenho certeza, gerará frutos ainda mais expressivos do que os que já conseguiram!! Um abraço a todos!! Segue abaixo uma poesia de minha autoria sobre a nossa terra natal e o prazer que sinto a cada retorno.
Descendo a Serra
A maresia se aconchega em minhas narinas
O céu se abre em um tom só seu, lilás!
E para trás vou deixando a neblina
Com o peito cantante, de volta,e agora em paz!
Por cima vejo no horizonte minha terra,
E rasos d´água sinto meus olhos irrequietos,
O vil metal fui conseguir subindo a serra
Mas nela deixei minhas paixões e meu afeto.
Já não existem mais as curvas da estrada
E no fim dela há um imponente e belo adorno.
A Estátua do Peixe já sorri minha chegada
E também sorrio à ela meu retorno!
O vento quente me demonstra esse tal fato
Já estou de volta à minha terra natal!
Se perguntarem qual é melhor, eu desempato:
É onde cortei o meu cordão umbilical!
E o pensamento é bem mais que imediato,
Não hesitaria em lhe dar outra resposta
Suba o viaduto e veja o Centro estupefato
Ou então pegue o velho túnel e a Ana Costa.
Dê uma volta pelo comércio do Gonzaga
E ao Guarujá prefira ir pela catraia
Boquiaberto fique tranquilo, não naufraga!
E veja dela, bem de longe, nossas praias!
Orla que tem o maior jardim do mundo
Mar onde surfam recordistas do pranchão,
Velhas guimbas e “marinheiros” oriundos
dos sete canais que classificam sua região .
Se são do três ou são do sete, tanto faz!
São caiçaras que se orgulham em ser daqui.
E ainda súditos se orgulharam ainda mais
Quando um negro se fez Rei e trouxe o Bi!
Terreno plano, abençoado e caridoso
É de justiça e independência essa comarca
Terra que traz longevidade ao idoso,
E onde a nação ganhou de vez seu patriarca.
Lugar de antiga tradição no Carnaval
Quando os homens ainda banhavam a Dorotéia.
De onde o samba ganhou bons compositores
E onde presente é a música em suas artérias.
Salve Santos, dos canais, da Vila e Aquário !
Por onde andam as mais belas meninas!
Santos da brisa, da arte e do Orquidário
E do maior Porto da América Latina!
Solo fértil fundado por Brás Cubas
Onde o cantar do bem-te-vi é sem igual!
Te sobrevoam as gaivotas e as pombas.
Da natureza e da alegria és capital!
Pátria da Caridade, Liberdade e coração!
Abençoados os que nasceram nessa Terra!
Musa da minha inspiração.
E do poema que escrevi descendo a serra!
DENIS GUMARÃES BANDEIRA