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Às minhas mulheres!

07/10/2008

Prezados Leitores,

Como alguns de vocês devem saber, serei papai em breve. É um sentimento absolutamente inexplicável e incomparável. Parece um divisor de águas na vida de uma pessoa. É o fechamento de um ciclo e o ínicio de um outro mais responsável, cujas visões e perspectivas se direcionam a um serzinho que nem imaginamos sua face, sua voz mas ao qual temos um amor inconfundível e ainda desconhecido. Saio de uma fase até então menino, apesar dos meus 29 anos, para agora tornar-me homem de verdade. Com uma menina absolutamente dependente de mim e de meus exemplos. Inconscientemente fanática pela minha voz e meus braços protetores. E eu, totalmente esperançoso do reconhecimento de tudo que desejo e darei a ela! De sentí-la em meus braços e de dizer o melhor que posso oferecê-la. O meu inesgotável e eterno amor!
Segue uma poesia que fiz para a minha filha e para a mamãe dela. A primeira poesia que minha emoção permitiu escrever. Espero que nossos leitores gostem e sintam todo o amor que desejei mostrar às minhas duas mulheres!

FRUTO BENDITO


Mulher, venho aqui neste poema
De alegria tão suprema
Declamar-te com louvor
Nosso momento tão divino
O sonho mais feminino
Que o teu poeta já sonhou.

Mulher, tens a mais bela barriga!
Que em boa hora abriga
A semente que ´inda não germinou!
Mais um fruto da costela!
Feminina que só ela!
Nossa filha, o maior amor!

Mulher, imagina a nossa cara
A ver a Maria Clara
Pela inesquecível primeira vez!
Ouvir abrir o seu berreiro!
Sentir o mais gostoso cheiro,
Que a natureza já fez!

Mulher, imagina a beleza
Da primeira sutileza
Ao reconhecer a nossa voz!
E a magia da natureza
Ao se deleitar feito tigresa,
Eu teu seio, tão feroz!

Mulher, imagina a choradeira
Quando ela tão bagunceira
Ousar seu primeiro passo,
E a vida começar a lhe ensinar
Que há de se cair e levantar
Mas, no apoio, tem teus braços!

Mulher, imagina a emoção
Quando ela cheia de razão
Falar mamãe na vez primeira!
E quando em seu dia-a-dia
Amor, paixão e alegria
Forem palavras rotineiras!

Quando o nosso fruto Bendito
Conhecer a vida e seus conflitos
Terá sempre a voz guerreira
Da mamãe com total gabarito
Com o fôlego mais que aflito
Em manter a alegria como eterna parceira!


Mulher, imagina a saudade
Quando ela na puberdade
Indagar-te nossos defeitos!
Mostrarás, com suavidade,
Que é desde a maternidade
Que conheces o seu jeito!

E quando em seu peito o amor arder
Saber bem reconhecer
Que sua mãe é conselheira!
Amiga maior nunca vai ter
E aos poucos há de ver
Que palavra de mãe é certeira!

Mulher, imagina e tenta ver
Ao meu lado ao anoitecer
Ela linda, até demais!
Na Igreja sempre em frente
Acenando à toda gente
Entregando-a a um bom rapaz!

Mulher, imagina a loucura
Quando ela com sua candura
Demonstrar de novo o afeto
E ver que a poesia tinha razão
Que amor de mãe é proteção
Ao dar nosso primeiro neto!